quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

OS MACHUCADOS


Maria crescendo, se descobrindo e numa ânsia enorme de descobrir o mundo, porém sem perceber os perigos que a rodeiam.

Tenho a sorte de ter em casa uma criança hiperativa, mas muito obediente, sendo assim quando digo não e explico o porquê, ela obedece e não tenta fazer ou repetir. Porém, não tente dizer simplesmente um não para essa baixinha que não a convence, tem que ser tudo muito explicado, minha pequena esponja está em uma fase que aspira conhecimento, sejam eles bons ou ruins.

No entanto, nas ultimas semanas essa energia alheada às descobertas tem provocado algumas lesões nessa mocinha, tenho tentado me convencer que cada marca é uma história na vida do meu bebê e uma realização as suas descobertas, mas não adianta, meu coração sofre... Fica apertadinho... Choro mais que ela... enfim é um desespero!

A primeira lesão ocorreu em decorrência da fase do desfralde que iniciamos no mês de novembro, querendo chegar muito rápido ao banheiro para usar o pinico, minha pequena achou uma parede no caminho e a atropelou com a cabeça. Resultado: um hematoma a baixo do olho direito.

A segunda lesão foi da mesma forma, porém saindo do banheiro depois ter usado o pinico, só que dessa vez a parede da vez foi a do quarto. Resultado: galo no supercilio esquerdo.

Após o desespero da segunda lesão e muito gelo, a mamãe aqui foi explicar para a Maria que as paredes não se movem e por isso quando ela passar correndo por uma, é ela quem tem que desviar e não esperar que a parede saia da frente. Acho que ela entendeu, pois já se passou uma semana sem que nenhuma parede fosse atropelada.

Na ultima segunda o acidente aconteceu na escola, em uma brincadeira com uma colega voltou para casa com um arranhão acima da boca. Fico triste, claro, mas entendo que é normal, coisas de criança.

Já na terça a Maria levou uma mordida memorável, ficou uma marca enorme e horrível no braço! Sei que essa é tal fase oral dos pequenos, que assim como ela foi mordida, daqui a pouco pode ser ela a morder. Tento ensinar que não pode morder que isso não é brincadeira e nunca incentivei brincadeiras em casa como as famosas mordinhas na barriga que nos adultos simulamos, pois acredito que ela pode tentar reproduzir nos colegas acreditando que se trata de um carinho e não perceber que na verdade está machucando.

Acontece que para nós mães ver o filho com uma marca dessas e imaginar a dor que sentiu é de cortar o coração! Não deixei ela perceber a minha tristeza, mas depois que a coloquei no berço chorei me sentindo culpada por não poder estar com ela o tempo todo e poder proteger ela de tudo. Culpando-me assim pela necessidade de trabalhar para poder dar o necessário para ela e não poder me dedicar de forma integral a minha pequena.

Já na quarta foi o desespero final e também uma resposta ao meu sofrimento do dia anterior. Fui deixar a Maria na escola, só que agora ela não quer mais subir pela rampa de acesso, afinal é uma mocinha. Então, como tem sido nos últimos tempos, foi escalar as escadas, só que já no primeiro degrau se desequilibrou, eu ao tentar segurá-la para evitar uma queda errei a mão e arranhei ela acima do olho. Só que não foi um simples arranhão... Foi algo monstruoso!! Cortou a testa da criança, ficou uma marca horrível!! Porém a Maria chorou pouco e logo esqueceu, lembrando apenas se questionada e a resposta é sempre a mesma “aiaia mamãe fez nenê”, ou seja, mamãe fez dodói no nenê.

Resultado: Maria com uma marca muito feia na testa e mamãe chorando estrada a fora. Mesmo hoje ainda me sento a pior mãe do mundo por ter feito isso no meu bebê. Lição: mãe não tem que ter a unha curta, tem que ter a unha muito curta!

Registro do estrago que fiz na minha princesa:

 

 

Minha bonequinha desculpa a mamãe!!!

 

Bjos Gisa

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Mamãe tá namorando...


Em algum post anterior comentei que a mamãe aqui estava com novidades no coraçãozinho, pois então vamos aos últimos acontecimentos...

Quando o meu relacionamento acabou, depois que passou a fase da revolta e da negação, entrei em uma fase de conflitos internos e pré-conceitos.

Lembro que uma das primeiras ideias tortas que coloquei na cabeça era: não sou solteira, sou mãe! Com o tempo, percebi que eu era uma mãe-solteira e isso tornou os meus conflitos internos ainda mais intensos.

Foi nessa fase que várias dúvidas começaram a surgir, abaixo seguem algumas delas:

- será que agora é a hora de meter a cara e aproveitar tudo que não pude aproveitar por ter começado a namorar com 14 anos?

- a única forma de ser solteira e feliz é curtindo balada?

- vou ficar solteira para sempre?

- se eu for para uma balada, vou conseguir não ficar com peso na consciência por não estar em casa com a minha filha?

- e se eu conhecer alguém? Como vai reagir ao fato de eu ter uma filha bebê?

- será que tenho o direito de namorar agora ou só depois que a minha filha estiver criada?

- e se eu namorar, a minha família vai entender e apoiar? Ou vão me criticar?

- mas qual homem vai entender que a minha prioridade é a minha filha e não ele?

- algum homem em sã consciência toparia namorar na pracinha em meio a fraldas, mamadeiras e brinquedos?

- que família aceitaria que o filho/irmão/primo, etc namorasse uma mulher com filho?

Essas são apenas algumas das milhares de perguntas e dúvidas que me enlouqueciam nesse período, até que em um dia de surto total eu resolvi que teria que arriscar e testar, pois só assim eu saberia o que é bom ou não para mim, e talvez começasse a responder algumas das dúvidas.

A primeira vez que sai a noite e a Maria ficou na casa do pai (relatei aqui no blog, inclusive), a noite foi ótima! Os amigos fizeram de tudo para me animarem, bebi achando que podia esquecer tudo... cheguei em casa com dor de cabeça, chorando de saudade da Maria e acordei de ressaca... risos....

Algumas outras vezes saí e em muitas me diverti, mas em outras me senti deslocada do mundo e aquela maldita ideia vivia me assombrando: não sou solteira, sou mãe!

Conheci pessoas, me diverti, fiz amigos! Mas ainda não tinha me encontrado, a única coisa que eu pensava é que devia ficar em casa cuidando da minha filha ou esperando ela chegar. Sair com alguém do sexo oposto me dava medo e na primeira vez que isso aconteceu eu só pensava: eu não posso ficar interessada, eu sou mãe!! Ninguém vai querer um pacote compre um e leve dois!!

Com  tanto pré-conceito contra a minha própria pessoa, não preciso nem dizer que a muralha era praticamente intransponível... até que um dia...

Até que um dia surgiu uma pessoa que trouxe muita luz para a minha vida!!

Sempre fomos sinceros desde o inicio e deixamos claro os nossos medos com essa relação diferente para ambos, talvez este tenha sido o ponto certo.

Hoje só tenho que agradecer por estar namorando alguém que conquistou o meu coração e o coração da minha filha. Assim como agradecer por termos sido tão bem acolhidas por toda a família dele, parece que sempre fizemos parte desta família.

Tenho que confessar que ainda hoje, me sinto insegura com o fato de não ser apenas solteira e sim uma mãe solteira, talvez este medo sempre exista devido ao que vivi no passado, mas sinto que os sentimentos envolvidos são muito diferentes agora. Talvez eu seja boba em dizer isso, afinal não estamos juntos há tanto tempo, mas o nosso relacionamento é mais maduro.

Como ficou a Maria no meio de tudo isso????

Ela continua a mesma criança feliz e alegre de sempre, com mais bajulações agora, já que a família do Roger (o namorado) a adotou como neta, sobrinha, prima, bisneta...

Está muito acostumada com a rotina, casa da mãe, casa do pai, casa da vó, casa do Roger e tem surpreendido a todos com a maturidade que encarou as mudanças.

Como ficou a mamãe?

Além de boba, apaixonada e amando... muitos risos....

Aprendeu a deixar de lado alguns pré-conceitos e voltou a ser a Gisa, não mais a mulher de alguém ou a mãe da Maria, mas a Gisa!! Aquela que faz o que gosta, por que quer e quando quer, aquela que reencontrou a sua identidade, mesmo estando ao lado de alguém/namorando.

Hoje sou apenas a Gisa! Que é também a mãe da Maria, a namorada do Roger, a filha, a amiga, a estudante, a profissional, a dona de casa e várias outras coisas, mas acima de tudo sou eu e estou muito feliz assim!!

E assim atualizei mais um pouquinho o blog e fico contente, pois sei que de alguma forma os meus relatos ajudam algumas pessoas, já que várias mulheres passaram ou passam, pelos conflitos que relatei.

Tenham uma boa noite!!

Bjos, Gisa

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

E um ano se passou...


Sim! Parece que foi ontem que o meu relacionamento com o Marcilio acabou, mas lá se foram 12 meses.

Nestes 12 meses eu sofri, chorei, achei que ia morrer, cresci, amadureci... Ri muito, comi muito, emagreci muito... Passei a valorizar outras coisas na vida, aprendi a ver as pessoas com menos ingenuidade, me reencontrei na minha individualidade... Dancei, cantei, gritei... Vivi!!!

Nos primeiros meses vivi um momento de choque, de negação total sobre o que estava acontecendo na minha vida. Eu era feliz, eu o amava profundamente e eu estava no melhor momento da minha vida!!

Algum tempo passou e comecei a ter clareza sobre os acontecimentos, pude perceber que nem tudo era como eu imaginava, principalmente que quem estava ao meu lado não estava feliz e não me via mais como mulher. Ainda estava em estado de choque, mas comecei a enxergar a situação.

Aproximadamente meio ano depois percebi que o nosso relacionamento como homem e mulher tinha realmente tudo para dar errado há algum tempo, há alguns anos talvez...

Sim estranho eu dizer isso, né?! Mas percebi que somos melhores amigos, companheiros, parceiros, brothers... Mas a muito não somos mais apaixonados ou nos amamos como casal. Não temos nada em comum. Temos gostos diferentes em tudo. Sonhamos diferente. Por exemplo: nunca sonhamos ou imaginamos envelhecer juntos... Estranho, não?!

Com essa conclusão feita na minha cabeça foi possível aceitar, entender e até concordar com a separação. Assim pude me refazer e seguir a minha vida feliz ao lado da minha princesinha.

Hoje, somos muito amigos e acredito que sempre seremos. Torcemos pela felicidade e sucesso um do outro, mas em comum mesmo temos apenas o amor pela Maria Clara e o desejo de que ela seja a criança mais feliz do mundo!!! E tenho certeza de que para o bem dela a decisão tomada há um ano foi a mais acertada.

Obs: para o próximo post novidades sobre o coraçãozinho dessa mãe já nem mais tão solteira.... Recomeçar é preciso e é muito bom!

Bjos, Gisa

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

O desfralde - parte 1


Parece que lá em casa começamos a fase do desfralde e confesso que muito antes do que eu esperava. Minha programação inicial (inicial mesmo, pois pensei quando estava grávida ainda) era desfraldar no verão de 2014, nas férias da mamãe, mas os planos mudaram...

Não me recordo se contei aqui a minha saga com as fraldas descartáveis?! Mas acontece que quando começou a esquentar no ano passado a Maria Clara passou a ter uma alergia horrível as principais fraldas disponíveis no mercado, provavelmente por as fraldas não permitirem uma fácil transpiração. Depois de muito testar fraldas, descobri a fralda Personal Baby que possui um sistema que proporciona uma melhor transpiração e diminuiu consideravelmente a alergia, sem falar que perdi tanto tempo testando fraldas que o outono também já se aproximava.

Há aproximadamente dois meses atrás tivemos alguns dias de muito calor aqui no Sul e com isso a tal alergia voltou a dar as caras, de forma reduzida, mas em uma mocinha muito mais esperta e que rapidinho aprendeu a tirar as calças e fralda. Quando eu menos esperava tinha um bumbum passeando pela casa... risos...

Após alguns episódios dessa rebeldia da dona Maria Clara resolvi lhe apresentar o pinico, que fez sucesso por pouco tempo, pois a moça queria usar o vaso igual a mamãe. Sendo assim apresentei o redutor de vaso para ela e aí sim foi o maior sucesso!!

Ainda não programei o desfralde, pois quero fazer isso com calma e tempo, mas todos os dias antes do banho a minha pequena faz xixi no vaso como mocinha que ela é. Algumas vezes, tanto em casa quanto na rua, me pediu para fazer xixi e ao leva-la no banheiro ela fez direitinho o xixi.

Percebi que com essa novidade de fazer xixi no vaso algumas vezes, ela não tem mais paciência em ficar com a fralda suja e se eu demorar um pouquinho para trocar ela volta à cultura do nudismo, tentando tirar a fralda.

Sendo assim e só esquentar mais um pouquinho que vamos fazer a estreia das calcinhas que a dinda Camila deu com os seus personagens favoritos.

Tomara que isso seja um sinal de que o desfralde da Maria vai ser rápido e traquilo, pois sempre tive medo de como seria esse momento para nós duas e se eu teria amadurecimento para saber a hora certa e assim não traumatiza-la.

Boa sorte para nós mamães nesse processo doido do desfralde!!!

 

Bjos, Gisa

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Momento melancolia...


Hoje acordei com um nó no peito, uma angustia no coração... No decorrer do dia uma saudade inesperada foi aumentando e sem perceber me peguei com lágrimas nos olhos... Pensei e pensei... O que está acontecendo comigo?

 

Até que a "ficha" começou a cair... Sim, estamos em outubro... o mês que desde 2011 só me trouxe notícias tristes, o mês que mais derramei lágrimas por minuto...

 

A saudade... Bem a saudade tem nome ou melhor nomes: Anilse e João

 

Sim, duas pessoas incríveis que ao seu modo deixaram as suas marcas na minha vida e que por uma brincadeira sem graça nos deixaram em 2011 com apenas uma semana de diferença um do outro. Injusto  essas duas pessoas tão especiais para mim não terem conhecido a luz que ilumina a minha vida, a Maria Clara!!

 

A última vez que os vi com vida foi nos chás de fraldas da Maria. O tio João no chá da Unisinos, quando ele levou as tortas para a festinha... o nosso último abraço em frente a biblioteca. A tia Anilse no Samba de Fraldas, o nosso último abraço e foto, foi quando ela me entregou o travesseiro da Mônica para a Maria, que guardo com muito carinho, nem pude me despedir direito...

 

Eles iriam amar demais a minha bonequinha!! A tia Anilse com certeza faria todas as vontades dela, como uma boa vó. Já o tio João ensinaria todas as traquinagens possíveis e inimagináveis, e juntos me deixaria com os cabelos em pé. E acima de tudo amariam e dariam todo o carinho que também deram para mim.

 

Pessoas de riso fácil que alegravam os nossos dias, pessoas companheiras que sempre estavam prontos para ajudar sem pedir nada em troca, duas pessoas abençoadas... talvez por isso Deus os tenha levado... mas infelizmente não nos ensinou a viver sem eles.

 

Tia Anilse, onde você estiver quero que saiba que você foi uma mãe para mim, pois junto com a minha mãe Márcia, me ensinou a ser quem sou. Te amarei pela eternidade!

 

Tio João, você também sempre será aquele tio queridão, que levarei eternamente em meu coração com muito carinho e com o seu jeito brincalhão deve estar neste momento lembrando daquele meu famoso mico em frente ao vídeo-cassete... kkkkkkk

 

#melancolica #saudadeeterna #tristinha

sábado, 22 de junho de 2013

Os avanços da Maria Clara - 1 ano e 6 meses


Maria Clara, fez 1 ano e 6 meses semana passada e resolvi compartilhar com vocês alguns dos incríveis avanços que temos todos os dias.

- as primeiras palavras: uco (suco), teti (mamadeira), coco (quando a fralda está suja), babu (acabou), cadê, alô, vovó (essas não precisam de tradução), tetê (vovô), auau (cachorro), aiaiaí (dodoí), papa (comida), cocó (os brinquedos da galinha pintadinha ou para assistir o dvd), nenê (bonecas), denti (para escovar os dentes), ati (é a resposta predileta quando pergunto o que ela está fazendo... arte), tau (tchau), papato (sapato), biga (obrigada) e todos os dias surgem novas palavrinhas.

- as primeiras frases:

* mamãe quero este.

* este mamãe.

- as mímicas: dedo no nariz é pedido para colocar sorine... kkkk... E deixa eu colocar bem querida.

- as artes:

* escalar os móveis

* desenhar na geladeira

* colocar a chave na fechadura da porta

- Outras evoluções:

* a Maria já come tudo com a própria mãozinha, e está tentando aprender a comer de colher.

* ela já sabe o caminho de casa, quando entramos no portão do edifício ela vai direitinho até a porta do apartamento.

* sobe degraus e pequenas escadas.

* obedece a pequenos comandos, como: não pode mexer aí / busca o brinquedo / cadê o paninho de limpar o nariz / entre outros.

* rasga um pedaço pequeno de papel higiênico, limpa o nariz e joga na lixeira, sem precisar de comando.

* é preocupada em não ficar de pés descalços e busca sapatos para todos.

* não deixa o Tetê Fernando ficar com o óculos de grau pendurado, tem que estar no rosto, afinal é para usar, né?! Kkk

* passa o batom da vovó Márcia com direito a biquinho.

* ontem pintou as unhas pela primeira vez... kkk

- coisas fofas:

* acorda a mamãe todos os dias com beijinhos babados.

* finge que vai dar beijo na ponta do nariz da mamãe e dá uma lambida.

* dá upa (abraço) quando chega da escolinha.

* assiste à novela, enrolada no edredom, com a mamãe e bem quietinha.

* divide tudo o que come ou bebe com as pessoas ao seu redor, às vezes meio comido, mas divide de bom coração e sem precisar pedir.

* faz carinho no rosto.

* brinca de mamãe e bebê, e pede para eu enrolar o bebê na cobertinha para ele não passar frio.

* adora brincar de ventinho (secador de cabelo) e fumacinha (nebulizador).

* assim como a mamãe, adora dançar e curte um pagodinho... kkk

* ela pega o telefone e conversa como gente grande, com direito a alô, tá, tchau e beijo (este no visor do meu celular, que está uma meleca... kkk).

E tantas outras coisas que nem lembro mais, mas a evolução é tão grande!! Eu não tenho mais um bebê e sim uma mocinha em casa, sapeca, alegre e arteira. Curto demais cada novidade da minha bonequinha!!

 Ah... segue foto de uma das nossas artes:
 

Bjss de uma mãe muito babona, Gisa.

 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

É junho: tempo de comemorar a vida!!


Este é o mês do meu aniversário, mês dos meus dois aniversários!!!

Sim, isso mesmo, no dia 10 eu comemoro os meus 28 anos de vida e 5 anos de renascimento.

Hoje paro, olho para trás e sinto até certa melancolia ao relembrar tudo o que já vivi e as experiências que adquiri.

A 5 anos atrás, no dia 11 de março, começava um dia normal como todos os outros da minha vida: trabalho, faculdade, casa e a novidade da época era marido... kkk... Sim, o Marcilio e eu estávamos morando juntos há 20 dias.

Por volta das 10 horas da manhã a minha vida começou a mudar, a dor de cabeça presente na minha vida há tantos anos, passou a ser insuportável e enlouquecedora. E foi assim que eu conheci o Hospital Regina, que naquele ano tornou-se a minha segunda casa.

É incrível como os profissionais da saúde menosprezam uma dor de cabeça, mas anjos existem e foi neste momento que eles começaram a fazer parte da minha vida.

O Dr. Felipe Cecchini, neurocirurgião, ficou com uma “pulga atrás da orelha” ao me conhecer e não se contentou em simplesmente me medicar e mandar embora. Reservou imediatamente uma sala e fez a primeira de muitas pulsões lombares daquele ano. Resultado: hipertensão craniana (pressão alta no crânio), ou seja, algo realmente estava errado e eu deveria ficar “baixada” para investigar melhor.

A partir daí exames de sangue, tomografias, ressonâncias e exames oftalmológicos passaram a ser rotina na minha vida. Assim como medicações de todos os tipos, vários acessos perdidos (veias) e muita comida sem sal (eca!).

Os primeiros resultados dos exames eram confusos e assustadores, os médicos não esclareciam direito, várias vezes a palavra tumor era adotada, em outras a palavra cirurgia cerebral. O Dr. Google nessas horas também não ajudou muito, sim a explicação era detalhada e perfeita, mas deixava a mim e a minha família mais assustados, e agora quem não estava nada bem era o meu psicológico.

Neste momento um segundo anjo apareceu na minha vida, o Dr. Eduardo Camargo, endocrinologista, finalmente ele explicou o que eu tinha e como isso podia afetar a minha vida. Diagnóstico: Adenoma na Hipófise ou um tumor benigno na hipófise. Hipófise = glândula localizada no interior do cérebro responsável por comandar a produção de hormônios do corpo humano.

Falando em hormônios, vocês fazem ideia de quantos hormônios o nosso corpo produz? Eu não sabia, mas até os nossos ossos tem hormônios, são mais de 50 tipos de hormônios diferentes distribuídos em todas as partes do nosso corpo. E quem comanda tudo isso? A tal da hipófise.

Bem, foi aí que o Dr. Eduardo explicou que a minha hipófise tinha uma massa benigna que media em torno de 3cm e que devido ao inchaço da glândula essa havia sangrado provocando assim o aumento da pressão do crânio e a imensa dor de cabeça que eu sentia. Os riscos eram: repor pelo resto da vida todos os hormônios, pois a glândula poderia parar de trabalhar a qualquer momento, a cirurgia até então necessária devido ao sangramento, a perda de visão devido ao aumento da pressão craniana e os sintomas causados pelo descontrole hormonal (pele seca, perda de cabelo, ganho de peso, sonolência, náusea, etc, etc).

Ufa!! Alguém explicou alguma coisa!!! Sim, era grave, mas as perspectivas eram as melhores e os riscos eram menores do que imaginávamos. De qualquer forma o ano de 2008 passou com muito tratamento, muita morfina, muita dor, muitas internações, mas também muita cumplicidade, amor, carinho e fé.

Lembro como se fosse hoje o Dr. Felipe ligando para me desejar Feliz Aniversário e me dizer que eu não precisava mais da cirurgia. Muitos sentimentos se misturaram naquela hora... Era o dia do meu aniversário, eu estava internada a mais de 30 dias, minha cirurgia marcada para dali a algumas horas, a dor ainda era forte, ainda neste dia precisei de injeção de morfina... mas o sangramento tinha cessado e o inchaço da glândula desaparecido... O tratamento estava fazendo efeito. Viva!!!

E assim os anos se passaram, o tratamento cessou, a reposição de hormônios não foi mais necessária, não perdi a visão, enxergo direitinho (apesar de ter rompido as fibras do nervo ótico do olho direito) e o meu maior medo que era o de não poder engravidar por causa dos hormônios descontrolados, como vocês podem ver foi só medo... kkk

Então por isso que este mês eu comemoro a vida, a vida que a minha mãe me deu e depois a vida que eu reconquistei!

Tenho muito que agradecer as pessoas que estiveram do meu lado naquela época e que estão ao meu lado até hoje, obrigado família e amigos queridos por todo apoio, amor e carinho que vocês sempre me deram. Amo vocês!!


* Impossível esquecer as noites que a minha mãe e o Marcilio passaram deitados naquela poltrona desconfortável. O dia das mães que a mãe passou no hospital para ficar ao meu lado, ou ao romântico dia dos namorados comemorado também no leito do hospital com um xis coração sem sal... kkk

* Ou esquecer o jornal que todas as manhãs o meu pai levava para eu ler, sem falar no book fotográfico que ele produziu no hospital.

* Ou ainda, as ligações diárias da minha irmã só para saber como eu tinha passado a manhã, a tarde, a noite... kkk

* Impossível esquecer a minha querida tia Anilse, que hoje é um anjo que ilumina a minha vida de algum lugar, roncando na poltrona ao meu lado... kkk

* Ou ainda, os risoles e as panquecas com zero sal que a tia Loiva fazia para que eu comesse algo diferente da comida do hospital.

* Minha querida amiga Mara que ainda não sabia, mas que não passamos a noite sozinha no hospital, o Henrique já nos acompanhava.

* Os amigos da Amizade Verdadeira que se fizeram presentes em visitas e também no dia do D, pois eu falava com o Dr. Felipe ao telefone quando chegou um presente da turma com um cartão gigante que ainda guardo com muito carinho.

* E ainda, os amigos e colegas da Embratec que se fizeram presentes também com visitas, mensagens e presentes. Além de nos apoiarem neste momento difícil e me receberem depois de um ano, como se eu nunca tivesse me ausentado.
* E por fim, mas não menos importante, como esquecer toda a equipe de enfermagem e de serviços gerais (copeiras, cozinheiras, faxineiras) do Hospital Regina que me acolheram e acolheram a minha família, fazendo com que os meus dias dentro do hospital fossem mais leves e alegres, apesar da situação.

E foi assim que a minha vida recomeçou, assim que aprendi a me reinventar todos os dias, por isso que sim sofri e às vezes ainda sofro por causa das rasteiras da vida, como a minha separação, mas nada mais me abala. Todo dia é dia de recomeçar, é dia de buscar novos sonhos, é dia de ser feliz, é dia de viver!!

Até pq devo isso as pessoas que me amam e principalmente ao presente que Deus me deu. A minha fofolete que amo tanto e que é a razão da minha vida!

A razão da minha vida:
 

E uma pequena homenagem aos amigos que fiz e aos momentos que vivi, fotos do meu aniversário de 23 anos:
 
 
 
 

Desejo à todos um ótimo mês de junho!!

Bjs, Gisa.